Catequese Familiar

Neste espaço oferecemos subsídios básicos de orientação cristã dedicado à você, que quer crescer na fé, de modo simples, passo a passo, no seu tempo, através de Fichas de Leitura quinzenais.

Em caso de dúvidas sobre os temas ou deseje conversar sobre, entre em contato conosco!

Teremos muita alegria em acolhê-lo(a)!

Quem somos: Equipe de Catequistas da Paróquia Nossa Senhora das Dores dedicadas à Evangelização de adultos sob os cuidados do Mons. João Luiz Fávero e Pe. Cláudio Müller.

  • Bia Ferreira – 19-3294-0133
  • Eddi Fahl -
  • Daniela Colla -
  • Rachel Abdalla – 19-2121-0444
  • Mons. João Luiz Fávero e Pe. Cláudio Müller – 19-3252-4839

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Ficha 10 – Por que participar da Comunidade cristã?

Assim como em casa, na escola e no trabalho nós temos as nossas atividades e responsabilidades que nos fazem crescer, amadurecer e ser melhor a cada dia, a Comunidade cristã, ou seja, a Igreja local a qual pertencemos, também tem a sua importância na nossa vida.

É lá que encontramos subsídios para nosso alimento espiritual e crescimento da fé!

A Comunidade cristã é o encontro de pessoas que professam a mesma fé e são chamados fiéis, aqueles que acreditam em Jesus Cristo o Filho de Deus, e que dizem sim ao chamado semanal para estar com o Pai num encontro, na Missa.Jesus nos fala: “Eu sou a videira verdadeira, vocês são os ramos e meu Pai é o agricultor. Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês. Quem permanece em mim produzirá muito fruto. Nenhum ramo produz fruto por si mesmo. Sem mim vocês nada poderão fazer“. (João 15)

A seiva que nos alimenta o espírito e nos mantêm unidos a Cristo é a Palavra de Deus e a Eucaristia. São João da Cruz, doutor da Igreja, disse: “A partir do momento que nos deu o Seu Filho, que é a Sua única e definitiva Palavra, Deus nos disse tudo de uma só vez e não tem mais nada a dizer”. E nós? Estamos ouvindo esta Palavra que nos foi dada?

Cristão isolado, avulso, franco atirador, não produz fruto; e sem fruto o ramo não cumpre a sua missão. A força que produz fruto é a seiva de ligação com Jesus que circula, unindo também os ramos entre si, ou seja, todos aqueles que estão unidos a Cristo são os que formam a Comunidade cristã. Cada ramo (cada pessoa) tem a sua individualidade, suas folhas próprias (seus dons e talentos), mas a seiva da vida é a mesma: Jesus Cristo a fonte de onde brota o amor.

Quando a família faz parte da Comunidade cristã, participando das missas e das atividades, e se possível, das pastorais que estão ‘a serviço do outro’, sente-se abraçada por Deus, e os filhos que são os frutos do amor, e que se espelham nos pais, tomam isso como exemplos que vão refletir na sua vida futura, quando forem independentes. O exemplo é o melhor método de ensino, principalmente no que diz respeito à caridade, ao amor e ao perdão. Por isso, pais, estejam unidos a Cristo assim como seus filhos estão unidos a vocês para que amanhã eles também tenham este vínculo com Aquele que é a Verdade e a Vida.

Engaje-se na sua Comunidade! Ela precisa dos talentos que Deus te concedeu!

Para curtir:

Igreja Católica, o que é? ->  http://www.youtube.com/watch?v=-jWL5QCqQy0&feature=player_detailpage

Para refletir:

  1. Você sabia que todo cristão faz parte de uma comunidade? Como anda a sua participação junto à sua Igreja?
  2. Como você vê a sua Comunidade? Ela é acolhedora? Você se sente bem nesta Comunidade? Faz alguma coisa para que ela seja cada vez melhor?
  3. O que você espera da Igreja, sendo membro de uma Comunidade cristã?

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Ficha 09 – O amor e a fraternidade dentro de casa

O ser humano traz em si a necessidade do encontro com um outro ser que seja capaz de fazer comunhão com ele.  Esse laço profundo que une o homem e a mulher nós encontramos de forma poética em Gn 2,18-24: “Deus disse: Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer para ele um ser semelhante que o ajude…” A mulher aparece como dom gratuito de Deus, criada enquanto o homem dorme (inativo, incapaz de realizar algo).  Assim, homem e mulher aparecem em igualdade total: ambos feitos do mesmo ser, com a mesma dignidade e feitos para serem mutuamente complementares e solidários.  Por isso, cada um pode ver no outro não apenas a “metade melhor” da parceria, mas “a metade que me torna melhor”.

No Salmo 127 lemos que o mistério do ser humano não se encontra separadamente no homem ou na mulher, mas na comunhão dos dois que, impulsionados pelo afeto, exercem a liberdade de escolher e construir a vida como um projeto de amor lúcido, comprometido, perseverante e fiel, principalmente junto de Deus.  A união entre o homem e a mulher não é mero assunto legal, reduzido a texto e papel. Esta união significa e exige profundidade da doação, da entrega pessoal capaz de unir duas pessoas e não apenas dois corpos.

E, por ser tão fundamental, esse relacionamento não deveria ser estragado!  O estrago impede a felicidade querida por Deus, e pode produzir efeitos muito destrutivos.  Todos nós conhecemos pessoas maltratadas por amores mal vividos que geram sofrimento também para os filhos! O melhor modo de evitar estes efeitos destrutivos está na preparação para o casamento, quando se trabalha o namoro com lucidez, honestidade e coragem, um vendo o outro como vida vocacionada para a doação e a comunhão integral ao outro; e continua, principalmente dentro do casamento, no desejo de ser cada dia melhor para o outro.

Se isso for conseguido será um passo fundamental para que haja amor e fraternidade dentro do lar, gerando convivência entre dois seres que se amam, com harmonia, paz, concórdia e plenas condições para criar todos os filhos que lhes forem destinados, porque não há melhor exemplo para os filhos do que a atitude dos pais.

Para curtir:

Música: Tua Família: http://www.youtube.com/watch?v=0lId1DUEqDs&feature=related

Pra refletir:

1-    A vida do casal e também o relacionamento entre pais e filhos precisam estar pautados no amor e no respeito de um para com o outro, lembrando-se que entre pais e filhos existe a autoridade que deve ser respeitada sempre!

2-    Não tenha receio de exercer a sua autoridade como pai ou mãe, lembrando-se que autoridade não é autoritarismo!

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Ficha 08 – A bênção dos filhos

Deus te abençoe, meu filho! Esta era uma bênção comum dada nas famílias! Os pais e avós estendiam a mão para que seus filhos e netos a beijassem pedindo a bênção ao acordar, sair ou dormir, ou traçavam na testa deles o sinal da cruz.

Mas, quando foi que este gesto ‘caiu de moda’ e se perdeu no tempo? Porque os pais deixaram de abençoar seus filhos? Assim sendo, os filhos foram perdendo a graça derramada nas bênçãos, o despertar da fé que lhes é de direito desde sempre! E isto aconteceu porque o mundo está muito racional para se envolver com as coisas espirituais! Oshomens tornaram-se distantes de tudo o que é relacionado ao divino, pelo materialismo e absolutismo de tudo o que os envolve.

Deus não cabe no nosso entendimento, Ele transcende nossa compreensão limitada, mesmo por que Ele é mistério! Mas pela fé de uma criança, tudo é possível! E não podemos tirar dela a graça da bênção e da sua inocente capacidade de entender o que os adultos não alcançam! Por isso, como pais, precisamos dar o que elas têm direito a receber: a bênção de Deus no desejo do nosso coração, além de uma orientação espiritual que lhes ensine que a vida é muito mais do que temos, mas é o que somos, o que amamos, o que respeitamos, e que vivemos sob o olhar e a presença constante de um Deus que é Pai e que nos ama.

Os pais têm o compromisso com Deus e a missão sagrada de abençoar os seus filhos. “O Senhor disse a Moisés: Diz a Aarão e aos seus filhos: ‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre o seu rosto e tenha piedade de ti! O Senhor te mostre o seu rosto e te conceda a paz!’ É assim que eles invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei!” (Livro dos Números 6,22-27).

Comece hoje mesmo! Retome a tradição da bênção dentro de sua casa! Trace o sinal da Cruz na testa de seu filho, e invoque sobre ele as bênçãos de Deus em sua vida dizendo: Deus te abençoe, meu filho!

Para Curtir:

  1. Anexo -> Filho Preferido

Para Refletir:

  1. Não tenha timidez ou vergonha de abençoar seu filho, ou sua filha.
  2. A bênção dos pais é obrigação perante Deus e direito dos filhos.
  3. Se você ainda não tem este hábito, lembre-se que sempre é tempo de começar porque bênção não se perde e nunca é demais!

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Ficha 07 – O Matrimônio, Deus dentro de casa

Não existe receita para um casamento perfeito mas, é certo que, para ele ser completo, deve ser composto por três pessoas: marido, mulher e Deus (que é Amor), vivido numa tríplice e comum aliança! Quando o casal ama a Deus é capaz de amar uns aos outros e amar seus filhos.

São três pessoas…mas será que estamos acolhendo Deus dentro da nossa relação? Jesus disse: “O homem deixará o pai e a mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne, portanto, já não são dois, mas uma só carne, e oque Deus uniu, o homem não deve separar” (Mateus 19,5-6).

Ter a presença de Deus no relacionamento significa que, além de cumprir os Seus Mandamentos e ensinamentos, é ter, também, um bom relacionamento entre os cônjuges; abertura ao diálogo; disposição para ouvir o outro com atenção; entendimento de que o parceiro tem vida própria e necessita de um espaço para fazer o que gosta; carinho; tolerância; confiança; um ciúme que seja controlado como forma de demonstração de amor e zelo pelo outro e não como uma doença que mata e faz o outro sofrer; e, sobretudo, a valorização da família, não se esquecendo que a sogra e o sogro são pais da pessoa que você escolheu para estar ao seu lado para sempre. Além do mais, paciência e compreensão são fatores primordiais numa relação na qual cada um veio de uma família com histórias e vivências, na maioria das vezes, bastante diferentes.

Se conseguirmos viver nesta direção, certamente estaremos acolhendo Deus dentro do nosso lar, que deve ser o nosso céu; e, também, preparados para receber os filhos que Ele nos permitiu ou permitirá ter, “criando-os, educando-os e corrigindo-os como quer o Senhor” (Efésios 6,4).

Para curtir:

  1. Uma mensagem:  A arte de viver juntos

Para refletir:

  1. Você sabia que tinha se casado com uma outra pessoa além do seu esposo ou esposa? O que esta informação altera na sua vida?
  2. O que você pensa a respeito de sua casa ser o seu céu?
  3. De que forma vocês têm vivido a experiência das diferenças de vida, de pensamentos, de gostos e vontades?

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Ficha 06 – O nosso Batismo

O que é o Batismo? O Batismo é o primeiro dos sete Sacramentos da Igreja Católica. Nele, a pessoa é inserida no mistério da fé que nos leva a professar que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Por isso, ser Batizado significa ter impresso na alma um sinal espiritual, que é o caráter que consagra a pessoa como sendo cristã.

Desde quando Jesus foi Batizado, com 30 anos, no início de sua vida pública, o céu se abriu e continua se abrindo para receber cada vida nova que nasce e é confiada às mãos d’Aquele que é Pai e Criador.Pensemos, no Batismo das crianças. ‘Ser pequeno’ é uma condição fundamental do ‘ser cristão’. O Papa Bento XVI, por ocasião do Batismo de 13 crianças na Capela Sixtina, em 2009, na ‘Solenidade do Batismo do Senhor’, explicou a importância do batismo das crianças: “Deus assumiu em Jesus as dimensões de uma criança, de um ser humano como nós, esvaziando-Se, fazendo-Se pequeno, para poder ser visto e tocado, e ao mesmo tempo, mostrar o que é a verdadeira grandeza, o que quer dizer ‘ser Deus’. Toda criança não é propriedade dos pais, mas foi confiada por Deus a eles, para que, livremente e de uma forma sempre nova, a ajudem ser filha d’Ele.” O Batismo insere a criança na Comunidade Cristã a qual sua família pertence, ou se é batizada já adulta, livremente, escolhe qual comunidade deseja participar.

Quando Deus nos dá o dom da paternidade, nos transforma em seres iluminados e cheios de graça. Muitos pais na correria do dia a dia se esquecem desta graça e transformam o relacionamento com seus filhos em momentos de brigas, cobranças e frustrações. Os filhos precisam dos pais assim como os pais precisam de seus filhos. Pense sobre a graça recebida no nascimento de seu filho… Como você tem feito a manutenção deste relacionamento com ele? Apenas cumprindo obrigações ou vivenciando a paternidade a cada dia com amor no coração? Assim como você pode proporcionar e, aqui no caso, decidir pelo Batismo de seu filho, tenha essa ação em todas as oportunidades da vida dele. Com certeza você fará a diferença!

Para Curtir:

  1. Sacramento do Batismo – http://youtu.be/bHzQS-QUDC4

Para Refletir:

  1. Como batizado, você recebeu o Espírito Santo e se tornou cristão. Como você se define ser um cristão praticante?
  2. Como pais cristãos, vocês têm o compromisso de educar seus filhos na mesma fé. De que forma vocês estão vivendo esta fé e encaminhado seus filhos?
  3. Como é a relação de vocês com seus filhos, como responsáveis pela formação integral deles, lembrando que os ensinamentos precisam ser falados e exercitados no dia a dia?

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Ficha 05 – O Espírito Santo

O Espírito Santo é o Espírito de Deus e o mesmo Espírito que estava com Jesus aqui neste mundo. Ele sempre existiu desde sempre: “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o ‘Espírito de Deus’ pairava sobre as águas” (Gênesis 1,1-2).

Jesus prometeu aos Seus discípulos que não os deixaria sozinhos depois que tivesse voltado para junto do Pai, por isso, Deus enviou o Espírito Santo para estar com eles, inspirando-lhes confiança e impulsionando-os a continuar evangelizando, e por todo o mundo.

Esse mesmo Espírito Santo que os discípulos receberam éo que nós também recebemos no Batismo. É Ele que nos faz conhecer Jesus Cristo como o Filho de Deus, nos faz chamar Deus de Pai e abre o nosso coração para acolhermos o mistério de Deus no mundo, desde a criação até os nossos dias.

As três pessoas: Deus Pai[1], Deus Filho[2] e Deus Espírito Santo são o mesmo Deus, e juntos são chamados de Santíssima Trindade. São três Pessoas em um só Deus. Isto é Mistério divino!

O Espírito Santo tem como símbolos na Igreja: ‘a água’ ação do Espírito Santo no Batismo; ‘o fogo’ que desceu sobre os discípulos em Pentecostes[3]; ‘o vento’, o sopro de Deus na criação do homem; ‘o óleo’, usado no batismo como símbolo do vigor e da força; e ‘a pomba’ que desceu do céu no dia do batismo de Jesus. Os símbolos servem para dizer o que é ‘importante, mas que não é evidente’.

A família faz parte do plano de Deus para a humanidade. Assim como Deus é trino e Um não existe sem o Outro na Santíssima Trindade, o mesmo acontece na família. Uma pessoa sozinha não é uma família e, hoje, percebemos ‘famílias’ que estão sob o mesmo teto, porém com seus membros vivendo distantes e isolados, quando não estão fisicamente também separados. A convivência em família nutre o vínculo e fortalece os relacionamentos. A exemplo da Santíssima Trindade, precisamos praticar a vida em família, vivenciando sentimentos puros e verdadeiros na companhia do outro.

Para Curtir:

  1. Vem Espírito Santo – Música de Eliana Ribeiro -  http://bit.ly/MXN0Vg
  2. Oração importante para todos os momentos – Arquivo em PDF  -> Oração ao Espírito Santo

Para Refletir:

  1. Para você, o que é o Espírito Santo?
  2. Como o Espírito Santo age na sua vida?
  3. Como você entende a família no plano de Deus?

Ref.:

[1] Vide Ficha 01

[2] Vide Ficha 03

[3] Pentecostes: O Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo.

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Ficha 04 – O que é ser cristão?

No Cristianismo, como vimos na Ficha02, ao contrário das outras religiões, o homem, ao sair em busca de Deus, descobre que já foi encontrado por Ele na pessoa de Jesus Cristo que lhe fala ao coração. Ele veio ao mundo mostrar a face de Deus: quem me vê, vê o Pai (Jo 14,9). Por isso, todo aquele que tem esse encontro pessoal com Jesus Cristo, O reconhece como o Filho de Deus e segue seus ensinamentos, é chamado cristão.

A palavra ‘cristão’ vem de Cristo que não é o nome enem o sobrenome de Jesus, mas sim um título que significa Ungido, Messias, Enviado: o Ungido de Deus, o Messias esperado pelos judeus, o Enviado para salvar os homens do pecado do mundo.

Os primeiros cristãos foram homens simples, pescadores, que Jesus chamou para serem seus discípulos. E, de diferentes formas, Ele continua chamando, até hoje, homens e mulheres de todos os lugares, de todas as profissões, ricos e pobres, sadios e doentes, de todas as idades, para que caminhem ao Seu lado testemunhando o Amor de Deus no mundo onde vivem, como verdadeiros cristãos. Lemos no livro dos Atos dos Apóstolos (11,26) que foi em Antioquia que os discípulos foram chamados de cristãos pela primeira vez, quando passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, instruindo uma numerosa multidão.

Mas, o que é ser cristão? É responder positivamente ao chamado que Jesus faz para segui-Lo; é ter atitudes e comportamentos coerentes com as virtudes cristãs, ou seja, com os ensinamentos que Ele deixou através de suas atitudes e palavras. As virtudes cristãs ‘não têm outra origem senão o Amor, e outro fim senão o Amor’[1]. ‘Elas permitem à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si’[2].

Pensando nos dias de hoje, devemos, como família, ter atitudes cristãs, ou seja, agir sempre ‘com amor’ quando nosso filho precisa da nossa atenção, do nosso respeito e da nossa presença. Assim como Jesus nos deixou suas atitudes e palavras, devemos também, como pais, deixar para nossos filhos o exemplo que é fonte diária de ensinamentos. Pense nisto!

Para curtir:

  1. Arquivo -> Ser cristão
  2. Pe. Zezinho: No peito eu levo uma cruz – Jesus! – Youtube: http://bit.ly/zVeDaw

Para refletir:

  1. O que faz você ser um cristão de verdade?
  2. Para você, o que é seguir a Jesus, ou ser seu discípulo?
  3. Quando é que nós somos exemplo cristão para nossos filhos?

Ref.:

[1] Catecismo da Igreja Católica 25

[2] Catecismo da Igreja Católica 1803

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Ficha 03 – Quem é Jesus?

Jesus Cristo é o Filho de Deus. Ele (Filho) é a Palavra de Deus (Pai) que se fez Homem; é o próprio Deus que viveu entre os homens; é inteiramente Deus e inteiramente Homem; ‘é o amor encarnado de Deus’[1].

No início do Evangelho de João lemos: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.” O Verbo é a Palavra de Deus e ela existe desde o princípio (Gn 1,1), e a Palavra de Deus é Jesus. Sendo Jesus a Palavra de Deus, Ele está com Deus desde o princípio. Ele mesmo é Deus, Aquele que se dá a conhecer no diálogo com a humanidade, revelando-se como Filho de Deus. Jesus humano é o encontro de Deus com a humanidade. ‘Deus invisível fala aos seus filhos, conversa com eles como amigo e convive com eles como Homem’[2]. Isso aconteceu pelo desejo amoroso do Pai de que os homens setornassem participantes da ‘natureza divina’ por meio de seu Filho, ou seja, Jesus divino se fez humano para ensinar aos homens que eles são filhos de Deus, mostrando-lhes um Deus que é Pai amoroso e misericordioso. O modo como os homens têm acesso ao Pai é o Espírito Santo que Deus envia a cada um no Batismo (Ef 2,18; 2Pe 1,4).

Jesus Cristo, o Filho de Deus, viveu há 2000 anos, foi gerado por obra do Espírito Santo no ventre de Maria, teve José como pai adotivo, aprendeu a falar, a andar e cresceu como toda criança. Morou em Nazaré e viveu uma vida de silêncio e obediência aos seus pais. Aos 30 anos iniciou a sua vida pública e chamou, para estarem junto de Si, doze discípulos que, durante três anos, viveram com Ele, aprenderam os seus ensinamentos, presenciaram as suas curas e os seus milagres, ouviram as suas parábolas e testemunharam a Sua Paixão (Agonia, Morte e Ressurreição).

Ele ressuscitou dos mortos e se faz presente em todo homem de boa vontade! Continua vivo entre os homens e garante: “todas as vezes que fizerem o bem ao menor de meus irmãos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40).

Façamos uma reflexão do papel de cada um de nós no contexto familiar. Assumimos nossa postura como pai e mãe? Deixamos nossos filhos ocuparem seus espaços como filhos, irmãos, primogênitos e caçulas? Lembremos que o papel que cada um ocupa na formação familiar é muito importante, pois vemos hoje, em muitas famílias, filhos que mandam nos pais, e pais que querem somente ser amigos dos filhos. São papéis trocados que resultam, sempre, em desarmonia e constante disputa.

Nós temos um exemplo claro a ser seguido. Lembre-se sempre disso!

Para curtir:

  1. Anexo ->  Onde Jesus nasceu?
  2. Um certo Galileu (nova versão) – Pe. Zezinho – http://bit.ly/GDuyQJ

Para refletir:

  1. Você entendeu bem a relação que existe entre Deus e Jesus? Explique com suas palavras.
  2. Você sente Jesus agindo em sua vida? Como ou onde?
  3. Você já meditou que suas pequenas obras de caridade estão agradando a Deus?

Ref.:

[1] Carta Encíclica do Santo Padre Bento XVI – Caritas est (Deus é amor)

[2] Constituição Dei Verbum 2 – Concílio Vaticano II

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Ficha 02 – Em busca de Deus

Dentro de cada homem e de cada mulher existe a semente de Deus, ou seja, a mesma vida de Deus dentro de si. Por isso, o homem, desde sempre, busca a Deus. É como um desejo especial, que se encontra no coração de cada pessoa, de dialogar com Deus, já que é criada, para Deus e por Deus, à Sua imagem e semelhança (lemos isso nos primeiros capítulos de Gênesis, na Bíblia). A busca por esse diálogo é a vontade incessante, e muitas vezes inconsciente, de encontrar a felicidade. Da mesma forma isso precisa acontecer na busca pelo diálogo com nossos filhos! Devemos sempre estar prontos para ouvi-los e não só questionar, intimar, reclamar e achar que isso é uma forma de diálogo. O diálogo familiar acontece quandotodos sabem ouvir e se sentem à vontade também para falar.

Observe que, dentre todos os animais, o homem (animal racional) é o único que se mantém na posição vertical, ou seja, voltado para o alto, em direção a Deus. Esta verticalidade, naturalmente, o conduz para algo que está acima dele e que ele almeja estar mais perto. E, a partir dela, muitas e muitas vezes, num desejo ambicioso, o homem pensa poder tocar os céus por seus próprios méritos, com as próprias mãos, porém, isto até pode acontecer, mas só se for de joelhos, em posição de humildade, com o coração em oração que é a ponte que o une a Deus.

Santo Agostinho afirma: “Fizeste-nos para vós, ó Deus, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em vós”. Como vimos na Ficha 01, existem aqueles que, por opção e liberdade, se afastam de Deus e acabam praticando o mal e a injustiça no mundo; caminham em sentido contrário à sua vocação primeira; e vivem ansiosos numa busca contínua pela felicidade que só se completa no Pai. Por isso Deus, que tanto ama seus filhos, nunca abandona nenhum deles e não cessa de chamá-los para junto de Si.

O mais lindo desta relação do homem com Deus não é a busca do humano pelo divino, mas a vontade de Deus de encontrar-se com o homem e, de fato, isso acontece na pessoa de Jesus Cristo, em que Deus se faz Homem para estar entre os homens. O Cristianismo é a única religião na qual Deus vem ao encontro dos homens e revela-se como a fonte da verdadeira felicidade.

Para curtir:

  1. Dobrar o joelho, o que é isso? A lição do pássaro –  Anexo 1 – A licao do passaro

Para refletir:

  1. Você já procurou Deus em algum momento da sua vida? Qual é a sua experiência com Ele?
  2. O que esta afirmação, ‘O Cristianismo é a única religião onde Deus vem ao encontro dos homens e revela-se como a fonte da verdadeira felicidade’, fala ao seu coração? Você já havia pensado nisto?
  3. Como anda o diálogo com seus filhos? Vocês têm exercitado a paciência e a compreensão?

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Ficha 01 – Deus é Amor

Jesus disse aos seus discípulos: “Assim como o Pai me ama, também eu amo vocês” (Jo 15,9).

É assim que o amor de Deus chega até nós: por meio de Jesus, Seu Filho amado, que é o próprio Deus que Se fez Homem e habitou entre os homens. Jesus veio para nos mostrar o rosto do Pai e revelar que somos filhos amados de Deus.

Deus é Pai, Criador do universo e é puro Amor! E, assim como tudo o que há na natureza, nós também fomos criados por Ele que nos deu a inteligência para que possamos aprender o Amor e, então, amar a Ele e também ao próximo.Como criaturas, somos filhos de um Pai que ama com amor maternal, infinito e incondicional. Ele ama ‘todos os seus filhos’, entenda bem, ‘todos os homens e mulheres da terra’ são amados por Ele.

Deus me ama assim como ele ama um delinquente, um injusto, um marginal. Você já pensou nisto? Mas, será que Ele ama igualmente a todos? Certamente Ele tem predileção por alguns, não é? A resposta é NÃO. Ele ama a todos igualmente, sim! Ele seria injusto se amasse de forma diferente!

O que Deus não ama são as atitudes ruins ou más de Seus filhos, mas nem por isso deixa de amá-los. Podemos transferir esta lição de amor de Deus para a nossa realidade, pois, como pais, amamos nossos filhos incondicionalmente, porém não gostamos de algumas atitudes ruins que eles tomam. Esta fala deve sempre ser lembrada no momento em que vamos repreender uma ação negativa deles: Eu te amo muito, mas não gostei do que você fez!

Podemos encontrar este Amor do Pai pelos filhos, na Parábola do filho pródigo, que Jesus contou e que encontramos no Evangelho de Lucas, capítulo 15, versículos 11 a 32. Nela podemos perceber que no coração do Pai não existe somente o Amor sem medidas, mas também, e na mesma proporção, o perdão sem limites. Só assim, podemos compreender o Amor perfeito de Deus pelas suas criaturas: Ele nos perdoa tanto quanto nos ama, e por isso, somos igualmente perdoados e amados em plenitude, porque o Amor de Deus é perfeito.

Para curtir:

  1. Uma música para rezar: O Filho Pródigo – Pe. Marcelo – Youtube: http://bit.ly/y3Wqw0

Para refletir:

  1. Você reconhece ser amado por Deus? De que forma você sente isso?
  2. Você sabia que Deus ama também quem nós não amamos? Esta informação muda alguma coisa na sua vida?
  3. Você sabia que a medida do perdão deve ser a mesma do amor dentro de você?

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